Série fotográfica de David M. Grossman

(Foto gerada por inteligência artificial)
Nossas ruas estão em sérias dificuldades. Nas cidades, elas frequentemente adquirem má reputação devido a uma combinação de degradação urbana visível, concentração da criminalidade e negligência sistemática da infraestrutura. À noite, às vezes as pessoas têm medo de sair, de passear com o cachorro, de dar uma caminhada ou simplesmente de tomar um pouco de ar fresco. Quando determinada rua ou bairro é percebido como caótico ou abandonado à própria sorte, tanto os moradores quanto as pessoas de fora rapidamente o classificam como perigoso.
Nossas ruas estão em sérias dificuldades. A incidência elevada de delitos visíveis, como furtos, vandalismo e comércio de drogas a céu aberto, compromete rapidamente a imagem pública de uma rua. A embriaguez em público, a permanência de pessoas nas ruas sem propósito aparente e os comportamentos imprevisíveis fazem com que os pedestres se sintam vulneráveis e desconfortáveis. O acúmulo de lixo e as calçadas sujas transmitem à população a impressão de que a comunidade local ou o poder público abandonou a manutenção desses espaços.
Nossas ruas estão em sérias dificuldades. Agitadores mascarados, vestindo camisas pretas ou marrons, voltam a marchar pelas ruas, muitas vezes carregando bandeiras ultrapassadas e entoando palavras de ordem duvidosas. Temos aqui militantes políticos uniformizados que procuram assustar e intimidar seus adversários ou até mesmo pessoas inocentes que passam pelo local.
Catalina Isaza Cantor — Colômbia/Índia
Obrigada por compartilhar esta publicação. Gostei muito dela.
Esta série fotográfica é muito mais do que uma coleção de belas imagens. Ela nos lembra que é nas ruas que uma sociedade revela tanto seus medos quanto suas possibilidades. Apreciei especialmente o contraste entre o diagnóstico e o remédio: diante do medo, da divisão e do abandono, as imagens apresentam a dança, a beleza, a diversidade e a celebração coletiva como forças de cura silenciosas, mas poderosas.
Também gostei muito da ideia de que as festividades promovem a inclusão. É algo que vivenciamos intensamente aqui na América Latina e que ressoa profundamente com o ideal de fraternidade universal, que transcende todas as fronteiras.
Obrigada por esta bela reflexão.
Patrizia Calvi — Itália
Que alegria de cores e que profunda reflexão sobre a situação de nossas ruas!
Deea Padhi — Índia
Foi maravilhoso apreciar a bela série de fotografias que você enviou. Admiro essas imagens encantadoras, que refletem a inclusão e a unidade na diversidade — conceitos fundamentais da Teosofia. Obrigada por compartilhar algo tão colorido e significativo.
O REMÉDIO
O desejo de transformar a própria aparência, dançar ao ar livre, zombar dos poderosos e acolher pessoas completamente desconhecidas não é fácil de reprimir.Barbara Ehrenreich
Dançarinos com sua bandeira, da Buriátia, Sibéria, Rússia, região marcada por fortes influências tibetanas e budistas.
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Enquanto a hierarquia se baseia na exclusão, as festividades geram inclusão. A música convida todos a dançar. Barbara Ehrenreich 0

Desfile anual persa (iraniano).
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As festividades desempenham uma antiga função: construir a união entre os participantes de um grupo.Barbara Ehrenreich

Apresentação de dança latina, Flatbush, Brooklyn.
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Mostre-me alguém que tenha encontrado o amor em sua vida e não o tenha celebrado com uma dança. Shah Asad Rizvi

Desfile de crianças caribenhas, Brooklyn.
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A dança de rua permite que as pessoas se expressem livremente por meio dos movimentos. É uma forma de arte que estimula a criatividade e a individualidade. Seja por meio de um elaborado jogo de pés, de movimentos fluidos do corpo ou de gestos vigorosos, a dança de rua oferece uma oportunidade de expressão pessoal como nenhuma outra. O Poder da Dança de Rua (The Power of Street Dance).

Apresentação de breakdance no bairro, Brooklyn.
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Apresentação de dança de Bangladesh.
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Quando dançamos juntos nas ruas, os muros desmoronam, as fronteiras desaparecem e, por alguns belos instantes, somos apenas uma única família humana, respirando em uníssono. Autor desconhecido

Batala, projeto de percussão afro-brasileira.
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Cada passo que damos ao dançar cura o asfalto, transformando uma rua fria em uma sala de estar dedicada à paz. Autor desconhecido

Festival chinês das lanternas de outono.
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Celebremos o modo como a dança nas ruas derruba barreiras, promove a união coletiva e traz uma magia espontânea para o cotidiano. JNK

O futuro da tribo Hopi — os pacíficos, ou Hopituh Shi-nu-mu.
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Todas as fotografias, exceto aquela gerada por inteligência artificial, que aparece no início deste artigo, são de David M. Grossman. Locais: Brooklyn, Manhattan e Queens, Nova York, EUA. Textos: Jan Nicolaas Kind.
